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Relatório para o neuropediatra: modelo para família e escola

A consulta dura pouco, e o neuropediatra só vê a criança naquele pedaço de tempo. O relatório leva para dentro do consultório o que acontece em casa e na escola. Aqui vai o que escrever e um modelo para imprimir.

Para que serve o relatório

Quem já saiu de uma consulta lembrando do que esqueceu de contar sabe o valor de levar tudo escrito. O relatório organiza o que a família e a escola observam, com exemplos, frequência e duração, para o médico ter mais do que a lembrança do momento. Muitas vezes é o próprio neuropediatra que pede um relatório da escola antes da consulta.

O que escrever (e como)

A regra de ouro: descreva o que você viu, com exemplo, frequência e contexto. Quem diagnostica é o profissional; o relatório dá a ele material para isso.

Do vago para o concreto
Em vez deEscreva
“Ele é muito agitado.”“Na roda de conversa, levanta umas cinco vezes em 15 minutos. Na brincadeira livre, fica bem.”
“Ela tem crises.”“Duas a três crises por semana, de 10 a 20 minutos, quase sempre na troca de atividade. Passa mais rápido num canto quieto.”
“Dorme mal.”“Leva cerca de uma hora para pegar no sono e acorda de madrugada três noites por semana.”

Modelo de relatório da família

Preencha nos dias antes da consulta, de preferência relendo o diário da criança. Não precisa preencher tudo: deixe em branco o que não mudou.

Relatório da família para a consulta
TemaO que observamos (com exemplo)Desde quando / com que frequência
Sono  
Alimentação  
Comportamento e crises  
Comunicação e fala  
Brincadeira e convívio  
Escola e terapias  
Remédio: tomou como combinado? Algo mudou?  
Conquistas desde a última consulta  
Nossas dúvidas para hoje  

O que pedir no relatório da escola

Se a escola não tem um modelo próprio, você pode sugerir estes tópicos à professora ou à coordenação:

Peça para a escola descrever o que observa, sem precisar dar nome ao que vê. Um bom relatório escolar não diagnostica; ele conta como a criança é na escola.

Na consulta

Entregue o relatório no começo, e não no fim. Comece pelas suas dúvidas mais importantes, anote o que o médico disser e, antes de sair, confirme os próximos passos. O nosso checklist do que levar na consulta ajuda a não esquecer nada, e o guia de como preparar a consulta mostra como juntar tudo.

No Ponte, o relatório sai do diário

No Ponte, os registros do período viram uma página só: o que se repetiu, o que mudou e o que ajudou. Você confere, escolhe o que mostrar e imprime ou manda por link ao profissional.

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Este texto é informativo e não substitui a orientação de um profissional. Se o médico ou a escola tiverem um modelo próprio, use o deles.

Fontes

Perguntas frequentes

O neuropediatra é obrigado a ler o relatório?

Não existe uma regra. Na prática, um relatório curto, com exemplos, costuma ser bem recebido porque economiza tempo de consulta. Entregue no começo e pergunte se o médico prefere que você leia os pontos principais.

Quantas páginas deve ter?

Uma ou duas. Mais do que isso dificilmente vai ser lido na consulta. Se tiver muito a contar, deixe o detalhe num anexo.

A escola pode se recusar a fazer o relatório?

Converse com a coordenação e explique para que serve. Se a escola não fizer, anote você mesmo o que ouviu da professora, com a data.

Preciso levar o relatório em toda consulta?

Não precisa ser um relatório completo toda vez. Nas consultas de retorno, basta o que mudou desde a última e as dúvidas novas.

Conheça o Ponte

O app que organiza o dia a dia de crianças com autismo e TDAH — e transforma o registro numa página pronta para a consulta.