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Diário TEA: como fazer o diário da criança

Um diário TEA (também chamado de diário de bordo) é um caderno, uma planilha ou um app onde a família anota o dia a dia da criança com autismo. Não precisa ser bonito nem completo. Precisa existir, e ser do mesmo jeito todo dia.

Para que serve o diário

A memória do dia a dia não aguenta três meses entre uma consulta e outra. O diário guarda o que aconteceu enquanto ainda está fresco, e com algumas semanas de anotações começa a aparecer o que se repete: a noite mal dormida antes do dia difícil, a crise que sempre vem na troca de atividade, a conquista que ninguém percebeu porque veio aos pouquinhos.

É também o que a gente leva para a consulta. Quem acompanha a criança costuma perguntar com que frequência, desde quando e em que situação. Com o diário na mão, você responde com o que anotou, e não com o que sobrou na lembrança.

O que anotar todo dia

Poucas linhas bastam. O segredo é anotar as mesmas coisas, para dar para comparar um dia com o outro:

O que anotar quando acontece

Um modelo de diário para imprimir

Uma linha por dia. Imprima uma folha por semana e deixe num lugar fácil, como a porta da geladeira ou a bolsa.

Diário da semana
DiaSonoHumor e energiaAlimentaçãoO que aconteceu de diferenteConquista do dia
Ex.: segDormiu 22h, acordou 3h e voltou.Irritado de manhã, calmo à tarde.Recusou o almoço da escola.Troca de professora. Crise curta na saída.Pediu água com uma palavra.
      
      
      
      
      
      
      

A linha de exemplo é só um exemplo. Cada família vai descobrir o que vale a pena anotar para a sua criança.

Como não desistir na segunda semana

Do diário para a consulta

Antes da consulta, releia as últimas semanas e marque o que se repetiu, o que mudou e o que ajudou. Leve junto as dúvidas que você anotou. Se precisar entregar um texto organizado, veja o nosso modelo de relatório para o neuropediatra e o guia de como preparar a consulta.

No Ponte, o diário cabe numa fala

No diário do Ponte, você registra o dia escrevendo ou falando, em menos de um minuto, e escolhe quem mais da família pode anotar. Na hora da consulta, os registros do período viram uma página só.

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Este texto é informativo e não substitui a orientação de um profissional. As anotações ajudam a conversa com quem acompanha a criança; elas não fazem diagnóstico.

Fontes

Perguntas frequentes

O diário TEA serve para criança com TDAH também?

Serve. O jeito de anotar é o mesmo: sono, humor, alimentação, o que aconteceu de diferente e as conquistas. O que muda é o que cada família e cada profissional acham mais importante acompanhar.

Quanto tempo por dia leva?

Dois ou três minutos, se você anotar as mesmas coisas todo dia. Crises e mudanças levam um pouco mais, mas só nos dias em que acontecem.

É melhor no papel ou no celular?

O melhor é o que você consegue manter. O papel é simples para começar. O celular ajuda a não perder as folhas, a anotar falando e a juntar tudo na hora da consulta.

Preciso mostrar tudo ao médico?

Não. O diário é da família. Para a consulta, leve um resumo do período com o que se repetiu e as suas dúvidas, e mostre o detalhe se o profissional pedir.

Conheça o Ponte

O app que organiza o dia a dia de crianças com autismo e TDAH — e transforma o registro numa página pronta para a consulta.